sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Shamans da pós-modernidade.


Andando de bicicleta imitando os barulhos de um motor se nota que a corrente elétrica de nossos músculos são mais potentes do que a combustão do combustível industrial.
O pulsar do coração é o que ergue as grandes nações, não as máquinas, não o barulho das máquinas, mas o caos de nossos pensamentos perdidos entre fraturas expostas e orgasmos da meia noite.
O clitóris inchado invade a história da maior das civilizações, o sangue dos indigenas tempera o prato sorvido sem pensar por barbas aparadas por lasers mortais.
As lâminas da verdade já não cortam mais as nossas veias; olhando para o futuro notasse o passado de nossas heranças genéticas.
Gravadores perdidos por aí reproduzindo discursos semânticos desgastados pelo mesmo tempo que se faz novo esta noite, aonde o céu estrelado é o mapa dos conquistadores do abismo.
Injetando o fluído amniótico dos lírios selvagens enxergamos o que nossas televisões não podem mais reproduzir. Não serão mais aceitas as imagens preparadas em nossos livros paradidáticos.
A didática da nova geração será escrita pelo o que é pensado agora nos livres murais pregados em zonas autônomas temporárias. As bombas não explodem mais, pois nós mesmos somos as bombas.
Se isso tudo não adiantar, se o anarquismo não adiantar, se o fascismo não adiantar, iremos morrer numa poça de utopias que ainda irão se de-existir.
Logo, quando pudermos sonhar novamente com uma realidade mais real do que esta que vendem nos anúncios das revistas dos imigrantes caçadores de carne apodrecidade de políticos do velho amanhã, nós preveremos o futuro, involuntariamente...

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Maquinização.


Já fui o que
Hoje sou o que será descrito e
Meu outro será

No amanhã mais do que errado
Não devo nada mais pro passado
Sem poder olhar e me esquecer

E no ritmo das coisas
Dos acontecimentos constantes
Batidas me formam

Neste crepúsculo me perderei
Sem um selo marcado na língua
Com a contra marca da barra

Acordo entre os mortos
Nestas cidades sentimentais
Que com ferros transformam

Em meu respirar te sufoco
Egos de eros sem fim...

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

"Sociedade", com 's' de suicídio.


'Faça isso', ela me disse
Não faça aquilo, te faz mal

'Não fume isso', me encaram
Diga 'sim', com um sorriso no rosto

Chegue no horário
Escreva os Votos de casamento

Garrafas de cerveja pode
Hipocrisia só por trás dos panos

Cargo público, junte uma grana
Viaje para Paris, use camisinha

Proteção em primeiro lugar
Livros que te ensinam a viver

Abaixe o volume da TV
Não perca a nova novela das 8

Tenha o seu time, acredite no estado
Vá ao teatro, mas não faça perguntas

Veja os jornais
Não pense muito sobre isso

Tenha pensamentos positivos
Não acesse redes neurais proibidas

Reze para este Deus
Esqueça, você não é Deus

Coloque o dinheiro na máquina
Volte cedo para casa

Você não é mais jovem como pensa
Pague seus importos, tenha uma boa velhice

Não mate, coma carne de porco
Vegetais orgânicos custando a sua saúde

Trabalhe para adquirir a sua honestidade
Reclame dos políticos, faça a sua parte

Culpe a polícia, respeite a polícia
Seja a polícia, diferencie o bem do mal

Durma 8 horas todas as noites
Pague direitinho o seu plano de saúde

Aprenda a soletrar o seu nome
Honre a bandeira, não morra de fome

Compre já a sua cova e o seu caixão
Boa noite, é mais um amanhecer no ocidente