segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Do poder da hierarquia.


O poder da hierarquia tem conservado a humanidade da mesma forma que o álcool conserva o feto, impedindo tanto que ele cresça quanto a sua deterioração. Tenho uma proposta para todos que são contra a mistificação de um Deus (religiosos sensatos e humanistas, orientalistas, agnósticos, ateístas...), vamos começar acabando com esta mistificação em nossas vidas cotidianas, peço o fim da hierarquia, do papel do chefe.

Numa corporação temos os diversos níveis de funcionários, e numa escada se vai subindo até o papel supremo do dono da empresa. Se todos estão igualmente trabalhando, por quais motivos alguns recebem mais e outros menos? Ostentação de aparências.

Devemos desejar e lutar para viver, e o espetáculo da sociedade é a pior forma de negar a existência, vivemos para aparentar algo, não para ser algo. Quando se trabalha deve buscar fazer daquilo uma forma de apoio ao outro humano, começou assim. Uma pessoa que criava gado precisava se vestir, então dava o alimento em troca da roupas.

Para facilitar as trocas foi inventado o dinheiro, mas a ganância e a arrogância humana fez deste papel de troca uma forma dos ressentidos pelo fim da coroa possuírem uma nova forma de poder ser rei, e começou a exploração.

Como acabar com isso? Ideologias já tentaram tomar de assalto a nossa sociedade, mas bolei um plano mais sensato e que qualquer um (que tenha habilidades de administração) pode fazer para ajudar a cair o poder das hierarquias. Montemos empresas, aonde todo mundo recebe igual, o necessário para viver de forma saudável (alimentação, vestimenta, saúde e lazer).

Mas quem montou ela ficou em dívidas para investir na construção da empresa, não é justo ele receber mais? Afinal, ele é o dono das coisas, as pessoas não teriam onde trabalhar se não fosse ele, ele é bonzinho.

Até certo ponto sim, então que tal ele receber a mais até a 'dívida' estar quitada? Depois se torna um igual, e receber igual é a justiça.

E o lucro? O lucro (dinheiro que sobra das despesas e dos salários) é armazenado até ser o suficiente para abrir uma nova empresa, esta qual agora não terá investimento por parte de uma pessoa para ser montada, começando do zero com todos os funcionários recebendo igual, e mais lucro sendo gerado para montar novas empresas.

Em alguns anos, partindo de um investimento inicial único, podem-se montar diversas empresas, nos mais variados ramos de necessidades humanas, um aglomerado de empresas sem hierarquia de poder.

Conscientizando as pessoas sobre a missão da empresa, e trabalhando sempre pela qualidade dos produtos e serviços prestados, aos poucos as pessoas vão começar a preferir sempre do produto gerado sem exploração, falindo as empresas tradicionais.

Quanto mais pessoas tiverem esta visão, mais rápido a nova forma de negócio será espalhada, e o inimigo (homem ganancioso) terá que se juntar ao pensamento comunitário, ou será vencido. Esta é a minha proposta, mas ela pode ser melhorada.

Estas idéias são apenas o primeiro passo para um projeto que vai além disso, e tenta resgatar a vida da humanidade, acabar com esta rendição inconsciente ao mito, colocar brasas no chão para voltarmos à pratica da dança da existência, sagrar somente o poder inato de estar vivo.

Espero que este texto faça vocês pensarem, e se tivermos sorte uma pessoa (ou várias, esperemos que sim) com aquela habilidade de administração que citei terá acesso a esta idéia, e resolva colocar ela em prática. A teoria está dada, que deixe ela de ser apenas uma ideia perigosa, e que se torne uma ação na prática!

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Indioteautorização.


não sei se quero mestrado
sei que não quero estado
também sei que quero ruptura

nesta falsa estrutura
que me rouba a vida
de forma dissimulada

falsa ajuda
falso saber

trabalhotrabalhotrabalho
quemetiraofoleg...



e quando (menos) vejo!

O FIM? TAAAAM DAAM!

domingo, 3 de outubro de 2010

Sistema nervoso.


A realidade, tudo em volta, em cima em baixo, tenta me destruir.
Se me conformo sou esmagado. Se me torno racional, ou seja, tento entender o exterior, ganho uma armadura para me proteger do realismo massacrante, mas fico preso dentro dela.
Somente se tento me entender, se me volto de dentro para fora, saio do meu ego, ganho forças para fazer valer a lei da ação e reação, e reajo, e faço o levante contra o real, e me torno agente que molda a realidade!
Vou explodir o espaço!