domingo, 26 de julho de 2009

1970's


You have a great taste in music and a particular love for rock. You love to chill and party with your friends, and most consider you the epitome of "cool" because of your rebellious nature and sense of adventure for life. You're trendy in style and have strong opinions about religion and politics. You are against "the man" and the injustices of the world and tend to have a guard up with people you don't know very well. But you save your deepest emotions and romantic side for that special someone.You have a lot of inner convictions and beliefs, but definitely come across as extremely easy-going and flexible. You are actually a good mixture of the two, but once in a while you let your laziness get the best of you. You're all about having a cause and having even more of a great time...sometimes TOO great of a time ;)

That's me, Fly!

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Dispositivos ópticos para dispositivos humanos.


- Posso saber o motivo pelo qual não estás copiando a matéria?
- Não consigo ver. Posso sentar mais na frente?
- Temos espelho de classe e tu sabe disso. Como assim não consegue ver?
- Não consigo. Sento na última carteira e não consigo ver o que está escrito no quadro.
- Estás dando desculpas. Ou não consegue ver mesmo?
- Fica tudo borrado.
- Toma, leva este bilhete para a tua mãe.

E assim começou. Depois fui num médico que me fez alguns testes e acabou com a frase "Você precisa usar óculos"; Preciso mesmo? E se eu sentasse mais na frente? Espelho de classe não é somente uma forma de melhor dispor e catalogar as pessoas numa sala de aula? E se eu pudesse me levantar e olhar de perto o quadro? E vejam só, eu não estava com dificuldade nenhuma na aula. Notas boas, sempre ouvindo o que era dito, lições e trabalhos sendo feitos, e ainda me sobrava tempo para ler gibis durante as aulas. Eu precisava mesmo de óculos?

Acordei hoje, peguei esta coisa com armação e lente, coloquei no meu rosto, apoiado nas orelhas e no nariz, como manda as escrituras. Abri a janela e na frente do meu portão estava passando um cego. Contei como comecei a usar óculos, agora este evento foi o que originou estes pensamentos sobre estas coisas todas. Tenho alguns graus de miopia, e poucos de astigmatismo. Posso usar esta ferramente criada para fazer eu enxergar o mundo como todos os demais, bonitinho, formas bem definidas, cores vivas, tudo igual. Se escreverem de tal forma, verei de tal forma, afinal, preciso ver assim, não preciso? Precisar é algo tão forte, como se minha vida dependesse disso, sem os óculos não sou ninguém, então o que será que é o cego? Se eu preciso tanto assim de óculos, o cego então seria uma marginalizado, incapaz, ser que não tem a mais básica condição de existência?

Tirei os óculos, e comecei meu dia. Almoço, ir até o ponto de ônibus, viagem até o centro, caminhada até o trabalho. Os primeiros 10 minutos sem óculos foram um tanto quanto irritantes, mas depois acostumei, e tudo fez sentido. Quando troco de óculos demoro pelo menos uma semana para me acostumar bem com as novas lentes, mas voltar ao meu natural foi tão rápido. Cheguei vivo ao trabalho, nem ao menos tropecei. Meu primeiro dia com estas lentes novas me fizeram cair algumas vezes na escada com a pressa e a profundidade alterada. Mas eu preciso de óculos. Preciso para ler o nome das ruas nas placas, pois caminhar por aí, seguindo o seu caminho, chegando ao se quer sem indicações exatas é perigoso. Você precisa ler os rótulos e fazer tudo da forma mais organizada possível. Coitados daqueles que anos atrás tinham que viver as ruas e os caminhos para chegarem aonde querem. Mas eu preciso de óculos. Preciso para ler as propagandas que me dirão o que comprar, as camisetas que me irão já catalogar as pessoas pelos seus estilos. Conversar com elas para quê? Você pode olhar a marca de tênis que ela está usando, o corte de cabelo, e vais saber exatamente quem ela é. Melhor ainda, coloque os óculos para ver bem todas as comunidades do Orkut dela. Você não precisa falar comigo para saber o que ouço, podes entrar numa de minhas redes sociais e ver em quais comunidades estou, na minhas fotos as camisetas das bandas que ouço, ler em algum site a resenha de algo que fiz. Contato já não importa mais, com meus óculos eu vejo tudo isso claramente, por aí. Mas eu preciso de óculos, pois as fábricas de óculos precisam do meu dinheiro, os médicos precisam do meu dinheiro, e eu preciso ganhar este dinheiro, servindo a uma empresa que precisa de mim, para eles ganharem dinheiro, e ajudarem os seus médicos e suas fábricas de óculos.

Isso não é uma rebelião contra meus óculos, adoro eles. Só estou me questionando sobre o que precisamos mesmo. Não quero dar uma de anarquista mandando queimar os discos, os sutiãs, e os óculos. Estou só a pensar nestas questões todas, se é que você me entende. este texto não tem motivação científica nenhuma, muito menos objetivo de provar nada. É apenas uma reprodução já decupada do meu fluxo de pensamentos. O resultado final como sempre ficou meio confuso, e faltando diversos pontos que pensei nesta minha caminhada vendo o mundo de minha forma em particular, com minha visão distorcida, vendo as pessoas distorcidas. Será que estavam distorcidas mesmo? Não observando textos, idéias impressas, formas estabelecidas, eu vi as pessoas andando. Anônimos. Não reparei em seus detalhes, marcas, desleixos, passei só em me preocupar em não esbarrar nelas. Mas percebi que por mais idiota que alguém te pareça normalmente, são pessoas ainda, com suas complexidades, toda a aparente idiotice vem de algum lugar, tem uma formação, cada pessoa tem sua história e motivos para fazer isso ou aquilo. As vezes estes motivos são delas próprias, as vezes do destino, as vezes das manipulações diárias que os grandes tentam nos forças. Por grandes não falo em tamanho, mas nos dogmas. Os grandes são as regras, os caminhos já estabelecidos, normas e leis, falsas necessidades, modos de agir, morais bem vistas, bons sentimentos, caráter já definido em sua sociedade, mídias e veículos, influências familiares, gerações e gerações, e claro, a necessidade de utilizar óculos.

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Radiohead -Fitter Happier

Fitter, happier, more productive,
comfortable,
not drinking too much,
regular exercise at the gym
(3 days a week),
getting on better with your associate employee contemporaries,
at ease,
eating well
(no more microwave dinners and saturated fats),
a patient better driver,
a safer car
(baby smiling in back seat),
sleeping well
(no bad dreams),
no paranoia,
careful to all animals
(never washing spiders down the plughole),
keep in contact with old friends
(enjoy a drink now and then),
will frequently check credit at (moral) bank (hole in the wall),
favors for favors,
fond but not in love,
charity standing orders,
on Sundays ring road supermarket
(no killing moths or putting boiling water on the ants),
car wash
(also on Sundays),
no longer afraid of the dark or midday shadows
nothing so ridiculously teenage and desperate,
nothing so childish - at a better pace,
slower and more calculated,
no chance of escape,
now self-employed,
concerned (but powerless),
an empowered and informed member of society
(pragmatism not idealism),
will not cry in public,
less chance of illness,
tires that grip in the wet
(shot of baby strapped in back seat),
a good memory,
still cries at a good film,
still kisses with saliva,
no longer empty and frantic like a cat tied to a stick,
that's driven into frozen winter shit
(the ability to laugh at weakness),
calm,
fitter,
healthier and more productive
a pig in a cage on antibiotics.

Sample looping in background: [This is the Panic Office, section nine-seventeen may have been hit. Activate the following procedure.]

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Para entender este texto você precisa saber inglês? Não precisa, você acha fácil a tradução dele na internet. E para entender outras músicas que postei aqui no blog e não achou tradução? Ou outras músicas qualquer? Me disponho a traduzir qualquer música para quem quiser, use os comentários. Não sei diversas línguas e adoraria que pessoas que as conhecem me ajudassem traduzindo para mim. Cooperação é algo bacana não? Se precisamos de algo é a vontade de transmitir idéias originais e assim mudar o mundo. Não que efetivamente iremos mudar algo, não é esta a meta final, a meta a final é ter a vontade, e dar o melhor de si por ela. E a melhor forma de evoluir algo, é começar a evoluir por si mesmo, sem forçar, mas novamente dando o melhor de si. Quem tem bom espírito não precisa de nada realmente, pois os de bom espírito vivem, e isso já é tudo o que precisamos para mudar e assim evoluir. Excelsior!

domingo, 12 de julho de 2009

Simples lapso temporal urbano.


- Não gosto mais de você.
- Como assim?
- Simples. Não gosto mais de você.
- Desde quando?
- Desde agora.
- Qual o motivo?
- Não sei, estou tentando decidir.
- Então foi algo do nada mesmo? Assim. Não gosto mais de você e pronto.
- É.
- Eu não te entendo.
- É por isso!
- Pelo quê?
- Você não me entende. Não gosto mais de você, pois você não me entende.
- Ai mulher, como assim? Não é que eu não te entenda. Eu não te entendo agora.
- Então, se você me entendesse agora eu gostaria de você, mas como você não me ent...
- Pera lá! Perá lá senhorita. Este não entender é póstumo a você não gostar mais de mim, ou melhor, de você falar que não gosta mais de mim. Eu duvido que tu não goste mais de mim.
- Como assim duvida?
- Duvido oras.
- É... acho que você tem razão.
- Tenho?
- Sim. Tens. Mas então, qual geladeira vamos levar, a branca ou a creme?
- Espera. O que é isso na TV? Não era sobre isso que falavam no rádio mais cedo?

"E agora vamos para as notícias. Cachorro é visto voando no céu pela tarde de ontem no centro da cidade."

- Mais uma vez a mídia tentando nos manipular.
- Maldita mídia cara!
- Maldita mídia cara!
- Ei, está me repetindo.
- Não, você que está me repetindo.
- Mas eu falei primeiro.
- Mas eu pensei primeiro.
- Cara, não é a Paula ali?
- Sim, vamos falar com ela?
- Não cara, eu peguei o resto da erva que ela tinha deixado em cima da mesa aquele dia, ela ainda está puta comigo, pois teve que ir no batizado da sobrinha estando de cara.
- Quem é que faz a cabeça antes do batizado da própria sobrinha.
- Paula. Oi Paula!
- Oi? Oi? E minha erva seu bosta.
- Que erva?
- Aquela que tu roubou de mim.
- Roubei de ti? Não lembro. Por sinal, não vi que estavas por aqui.
- Eu estava ali lendo e vi muito bem que tu reparou que eu estava por aqui. Vai agora querer me enganar duplamente?
- Não... desculpa, desculpa. O que estavas lendo?
- Nada de mais, o jornal. Olha só esta manchete que estranha.

"Cachorro voa pelo céu da cidade!"

- Desliga o rádio. Cansei de ouvir estas porcarias, e bem, chegamos.
- Mas então, vamos rápido olhar o que tu quer. Estamos atrasados já.
- Sempre com pressa...
- Mas é simples não? Já sabemos o modelo, todas suas características, está tudo perfeito. Estou com o dinheiro, vamos pagar a vista. Só precisas escolher qual cor tu vai querer, branca ou creme!

|Fly| por "M.J." por Ismael


O maldito demente normalmente só terá sua rebeldia e loquaz poesia reconhecida e honrada pós o fim de sua vida. Em causa mortis irão anotar "marginal, vagabundo", e baterão palmas perante sua obra.