quinta-feira, 24 de abril de 2008

Mostra Gurcius Gewdner/Petter Baiestorf

Opa, divulgando uma mostra única de cinema undeground/gore que estou organizando aqui em SC.

Então, dia 25 de Abril de 2008, esta Sexta, 8 da manhã no horário oficial de Brasília, faculdade Estácio de Sá SC (www.sc.estacio.br), em São José, mais especificamente em Barreiros.

Mamilos em Chamas (Lançamento Nacional do novo filme do Gurcius) + Gore Gore Gays (Filme Extremo Raro do Petter) + Debate Caloroso com os diretores

A entrada é que nem a zona de Manaus, franca.

Informações + Hora Certa + Previsão do Tempo + Adivinhação do Futuro (serviço cobrado) no celular 99194289. Falar comigo mesmo.

Para quem não conhece, eles são os donos da Canibal Filmes e Bulhorgia Produções, empresas que estão tendo mega destaque aqui no Sul, e já estão com projeções para fora do país, com futuro lançamento de alguns filmes pela Troma nos EUA, e uma produtora independente na Europa.

Cinema udigrúdi feito com culhões, usando a estética Kanibaru. Mais informações sobre eles nos sites abaixo:

www.canibalfilmes.bulhorgia.com.br
www.bulhorgia.com.br

SNSSSN apresenta... Mostra de Cinema Udigrudi

Gostaria de conhecer uma espécie diferente de cinema? E que tal uma espécie de contravenção brasileira que tenta destruir o modo hollywoodiano de fazer filmes? Essa é a proposta da Mostra de Cinema Udigrudi que ocorrerá sexta-feira, dia 25 de abril, na Faculdade Estácio de Sá de Santa Catarina, às 8 da manhã. Durante a mostra serão apresentados os filmes Mamilos em Chamas, de Gurcius Gewdner, e Gore Gore Gays, de Petter Baiestorf. A entrada é franca e qualquer necessidade, pode contatar o organizador e aluno da 5ª Fase de Publicidade & Propaganda Ismael Alberto Schonhorst pelo telefone 99194289. Mais informações, dê uma olhada no blog Nem Cult Nem Pop.

Para ajudar a divulgar a mostra, o Fly, também conhecido por Ismael, deu uma entrevista ao Sem Nome, Sem Sentido, Sem Noção contando um pouco da mostra, do tipo de cinema que eles estão representando e dos filmes que serão apresentados, assim como seus autores.

Antônio Henrique: Qual a proposta da mostra? De onde surgiu a idéia?
Ismael Alberto a.k.a. Fly: Pois então. Cinema no Brasil para dar certo, ou tu consegue verba com o governo, ou tu consegue verba com grandes empresas. Em ambos os casos você tem sua mente castrada, pois acabas tendo que entrar no "sistema". Acho bacana que em alguns casos, poucos, cineastas independentes consigam um destaque, seja aqui, ou no exterior. Quis ajudar mais ainda estes dois diretores da mostra, pois vejo MUITO potencial criativo nos filmes que eles fazem, usando o método Kanibaru Sinema, ou seja, filmes feitos com culhões, no método faça você mesmo. É quase um método punk moderno de se fazer filmes, e levar suas idéias. Daí veio a oportunidade de levar eles para a Estácio, e acabou crescendo e virando esta mostra. A proposta é justamente apresentar esta estética deles, e dar uma chance para as idéias dos caras atingirem um público universitário, e que espero, esteja sedento de curiosidade e indagação, ainda mais depois de serem atingidos pelo conteúdo subversivo dos filmes.

AH: O teor dos filmes não é de fácil aceitação ou apreciação. Você vê isso como um bloqueio na hora do patrocínio ou até mesmo da exibição?
Fly: Acho que isso é um problema geral, não só de quem faz filmes de teor forte. Mas sim, existe um certo problema, pois enquanto a maioria se adapta, quando você quer preservar toda a idéia por trás do filme, cortes e alterações acabam sendo quase um tabu. Uma dica que o Petter pegou de seu ídolo, Lloyd Kaufman, presidente da famosa produtora independente dos EUA, a Troma, é de assistir os filmes tentando se libertarem de seus próprios preconceitos. Se você assiste com a mente aberta, a apreciação acaba não sendo nenhum problema. Eu faria um comparativo com o lançamento de Laranja Mecânica no começo dos anos 70. Aquilo foi um espanto para o pessoal na época, já hoje em dia, é visto como uma obra de arte, e com certeza, além de seu tempo. Não quero ser pretensiodo, mas quem sabe um dia os filmes da Canibal e da Bulhorgia não sejam vistos assim? Nunca se sabe, o José Mojica Marins (Zé do Caixão) está aí não me deixando mentir. Digamos que estes filmes tem mercado muito amplo, e saber onde apresentar, principalmente na hora de distribuir, é o caminho. Não é para menos que lá fora estão já considerando alguns filmes deles geniais, principalmente em festivais e grandes mostras.

AH: Qual a relevância dos diretores escolhidos e suas obras?
Fly: Digamos que muitas pessoas resolveram deixar de preguiça, e expor suas idéias sem medo, depois de verem um filme do Petter, ou do Gurcius. Eu mesmo ao entrar em contato com a obra deles pensei "Se eles estão fazendo isso, e tem gente que assiste, eu também posso fazer algo do gênero". Eu diria que filmes feitos com as ferramentas que eles utilizam, e com a qualidade que é apresentada no final, acaba se tornando um puta pavio na mente de pessoas que tem algo a dizer, mas achavam que não podiam. Eles inclusive escreveram um livro, que pode ser lido de graça no site da Canibal, chamado "Manifesto Canibal". Aquilo é um convite claro e genial a subversão dos conceitos cinematográficos padrões. De que cinema tem que ser bonitinho, perfeitinho, que nem o de Hollywood. Eu ousaria comparar a grandes movimentos indepentes como a Nouvelle Vague na França, ou o Dogma 95 na Dinamarca. Algumas diriam que o Cinema Novo foi o grande movimento revolucionário nacional. Eu acho que não, pois o Cinema Novo ficou nas mãos de intelectuais, e era chato. O cinema Udigrudi tem muito mais potencial de revolução, e a Canibal, e a Bulhorgia, são apenas um dos braços deste movimento. Fica o convite para quem estiver lendo, que se disponha a tentar fazer o seu próprio cinema, e acabar virando um novo braço. O cinema Udigrudi é para todos que querem ousar. E Kanibaru Sinema é só um dos diversos estopins desta revolução atemporal.

AH: Você pode sintetizar em poucas palavras o que seria o cinema Udigrudi?
Fly: É o cinema que VOCÊ mesmo pode fazer. É simplesmente o fato de não teres vergonha de se expressar através do audiovisual. É um cinema desprovido da marketagem "artística" e do tão alardeado "padrão de qualidade" que mais atrapalha o atual cinema brasileiro do que ajuda. É um exercício de um cinema de Terceiro Mundo, de um cinema que sabe onde está. É o cinema marginal, que fala por si só; não precisamos falar por ele. Eu nem deveria estar tentando definir o Udigrudi, pois é algo tão pessoal, vai de cada um, pois é o cinema que cada um pode dar a sua cara, que qualquer definição fica obsoleta. A todo momento tem alguem no mundo com idéias, criando, e jogando para o vídeo, e daí a definição já se altera, seja do Udigrudi, seja do Undeground.

AH: Pessoalmente falando, o que levou ao gosto pelo gore o que acha que atrai os fãs?
Fly: Só um adendo, o gore é só um dos estilos utilizados pelos diretores em questão. Seus filmes são variados, apresentam diversos estilos, e particularidades a cada projeto. Mas respondendo a pergunta, o gore acaba sendo muitas vezes para as pessoas, uma maneira de extravassar suas frustrações, raivas, irritações do cotidiano. Todo mundo tem um lado obscuro na mente, e aí se apresenta a diferença de quem gosta do gore, ou do terror em geral, e dos que não gostam. Não digo que é fato, mas a maior parte dos fãs do gênero, são pessoas calmas, que gostam de um papo bacana, tem opiniões fortes, e tal. Não atribuo exatamente ao gosto, mas é uma comprovação de que aquele preconceito contra fãs do terror, de que eles são pessoas violentas, influenciadas, é uma grande besteira. Além do mais, a violência (no gore, estética) é uma forma da pessoa alimentar seus instintos, de um jeito saudável. As reações, e motivos de gostos, são diversas. Tem gente que assiste querendo rir. Tem gente que assiste com um certo "prazer proibido". Tem gente que assiste como assiste qualquer outro filme, o que não deixa de ser verdade. Vemos violência em tudo que é lugar, no gênero de terror ela apenas se assume mais explicitamente. Não tem mal nenhum gostar disso, e esta liberação, esta falta de culpa pelo gosto, acaba causando uma atração forte, explicando o motivos que cada vez mais, as pessoas gostam de filmes de terror, gostam do gore, e principalmente, gostam de boas histórias, não apenas uma masturbação-visceral de nojeiras na tela. O público alvo é bem seleto por sinal.

AH: Uma descrição rápida dos filmes que serão exibidos para atiçar o público.
Fly: Serão dois filmes, um do Gurcius, um do Petter. O do Gurcius, é uma comédia-romântica-experimental-não-conceitual. É um filme emocionante, de ritmo alucinante, que fala sobre o amor. Mas não se deixe enganar, você nunca viu nada igual. É um filme erótico! Dramático! Místico! Assustador! Relaxante! Romântico! Frenético! Belo! Garanto uma verdadeira explosão de prazeres e sentimentos ao assistir ele!

Já o segundo filme, do Petter, é uma verdadeira transgressão surreal. Já nasceu cult, e devido as raras exibições, foi apelidado como um filme maldito. Muitos ouviram falaram, muitos desejam este filme, mas pouquíssimos viram, e pouquíssimos irão ver algum dia. Um filme muito sarcástico, furioso e emblemático, cheio de humor negro, e tantos elementos, que é impossível você não gostar de pelo menos uma parte dele.

AH: Alguma recomendação para quem se interessar?
Fly: Assitam filmes que são de Gurcius Gewdner. Assistam filmes da Canibal. Assistam filmes de outras produtoras independentes. Acessem os sites das produtoras. Busquem as comunidades no Orkut. Busquem os trabalhos deles que estão na internet de graça. Leiam o Manifesto Canibal. Leiam qualquer livro que seja bom. Façam seus filmes. Façam uma mostra e me chamem para ir assistir. Façam qualquer coisa. Se expressem como for.

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Texto retirado do blog Sem Nome, Sem Sentido, Sem Noção

domingo, 20 de abril de 2008

|Fly|, você é assim!

Fiz um complexo teste de personalidade, e sou um INTP, que segundo a Wikipedia é:
http://pt.wikipedia.org/wiki/INTP

sexta-feira, 18 de abril de 2008

Emo de Cu é Rola!

As cinzas de Sid Vicious se reviram, parte pelo solo de Harthrow, parte ao lado de Nancy, ao ver qualquer coisa se dizendo punk nos tempos modernos. Ou neo-punk. Caralho, até estilos puramente visuais já servem de rótulo? Deixe eu limpar o vômito do Warhol que acaba de ser jorrado em meus pés.

Keith Richards já disse que acha uma pena que as drogas hoje em dia estejam fracas de mais para ele, pois ele adoraria poder estar sempre chapado para não ter que ouvir as coisas que chamam de rock hoje em dia (claro, com excessões, diversas por sinal, é só saber procurar. acho que ele concordaria comigo).

Mas bem, quem sou eu para julgar. Iggy já disse que está pouco se fudendo para os bagulhos que ousam ofender toda uma ideologia sonora. E com medalhões tipo Siouxsie caindo nas mãos da mídia, só me resta lamentar. O que é pior, uma pérola que fica opaca por aceitar ficar sem polimento, e assim, perdendo o brilho, ou aberrações minerais tentado se juntar a algo, enquanto as pedras ficam renegadas as paginas de zines que pouco tem acesso?

Porcarias deveriam ser ignoradas por mim. Vou tentar seguir a filosofia do tio que masturba o ar por aí, com suas calças apertadas. Mas que esta porra irrita pra caralho, irrita!

domingo, 13 de abril de 2008

Fale Maestro!

Acredita na sorte? As opotunidades você as fabrica. Se você não trabalha, não tem chances. Duna não foi um fracasso, foi uma mudança de caminho. Há duas mentalidades: a da criança, que querem que lhe dêem; e a do adulto, que pode inverter sua energia. Se você não inverte, não tem, se não plantas, não colhes, se não tens paciência, desespera-se. E ter talento, claro. E sempre trabalhar no que você gosta. Nunca trabalhar no que você não gosta.

Alguma outra lei? Duas. Num contrato, aceita a pior parte, não lute pela melhor. E… entre fazer e não fazer, faça. Porque se não fazes, se frustra. E, mesmo se você se equivoca, tem a experiência. Então: faço, não faço? Faço!


Jodo! Genial como sempre.

domingo, 6 de abril de 2008

O paradoxo de nosso tempo


[ A versão abaixo é levemente diferente da versão do vídeo. Existem várias versões. Isso acaba sendo o que menos importa. Este texto se encontra em vários locais na internet, e normalmente postam como sendo ele de autoria de George Carlin, mas isso foi desmentido pelo próprio em seu site antes de morrer. Ele apontou o autor como o tal Dr. Bob Moorehead. Isso é outra coisa que pouco importa. Leiam, assistam, reflitam, e saiam daqui para viver as suas vidas. Sejam poetas do cotidiano! Sejam cotidianos na poesia da real existência! ]

O paradoxo do nosso período na história é que temos prédios maiores,
Mas temperamentos mais curtos;

Estradas mais largas,
Mas pensamentos mais estreitos;

Gastamos mais
E temos menos;

Compramos mais
E aproveitamos menos.

Nossas casas são maiores e nossas famílias menores,

Temos mais conveniências, porém menos tempo;

Temos mais estudo e menos bom senso;

Mais conhecimentos e menos capacidade de julgamento;

Mais especialistas e mais problemas,

Mais remédios e menos saúde.

Bebemos demais, fumamos demais, gastamos demais,

Rimos de menos, dirigimos com demasiada velocidade,

Perdemos com facilidade a paciência, dormimos muito tarde,

Levantamos com o corpo quebrado, lemos pouco,
assistimos TV em demasia e rezamos raramente.

Multiplicamos as nossas posses, mas reduzimos o seu valor.

Falamos demais, amamos de menos e odiamos muito.

Aprendemos como ganhar a vida, mas não como viver.

Adicionamos anos às nossas vidas e não vida aos nossos anos.

Fomos à Lua e voltamos, mas temos dificuldade em atravessar a rua,
Para falar com o nosso novo vizinho.

Conquistamos o espaço exterior, mas não o interior.

Fizemos coisas maiores, mas nem sempre melhores.

Às vezes limpamos o ar, mas poluímos as almas.

Conquistamos o átomo, mas não os nossos preconceitos.

Escrevemos mais e aprendemos menos;

Planejamos mais e conseguimos menos;

Aprendemos a correr, mas não a esperar;

Construímos cada vez mais computadores, para armazenar mais
informações e produzir mais cópias,
Mas nos comunicamos cada vez menos.

Estes são os tempos do "fast food" e da digestão lenta;
De homens grandes, com personalidades mesquinhas;
De lucros enormes e relacionamentos pequenos.

Estes são os dias de dois empregos e mais divórcios;
Casas mais bonitas e lares desfeitos.

Estes são os dias de viagens rápidas, fraldas descartáveis,
moralidade abandonada, encontros por uma noite, obesidade disseminada e pílulas para tudo, da alegria à calma e até à morte.

É um tempo onde há muito nas vitrines e pouco no depósito.

Um tempo onde a tecnologia permite que você leia isto e escolha o que fazer:
Dividir este sentimento ou apenas clicar em DELETE.


Lembre-se, diga uma palavra boa para aquele que lhe olha com fascinação,
Porque aquele pequenino crescerá em breve e o abandonará.

Lembre-se, abrace com carinho aqueles que estiverem ao seu lado,
Porque este é o único tesouro que você pode oferecer, e não lhe custa nada.

Lembre-se de dar as mãos para um alguém especial e aproveitar o instante,
Eis que, algum dia, aquela pessoa não estará ao seu lado em vida.

Dê um tempo ao Amor, dê um tempo às palavras, dê um tempo e divida os preciosos pensamentos da sua mente.